terça-feira, 14 de abril de 2009

ANALISAR E AVALIAR O TRABALHO DOS OUTROS...


... pode ser constrangedor, às vezes, mas devia ser um hábito, já que isso:

- me dá ideias diferentes;

- amplia meus conhecimentos;

- exercita minha tolerância (também não sou perfeita).
Já desconfiava disso, mas a avaliação do Projeto de Aprendizagem sobre cotas nas universidades, proposta pelo Seminário Integrador, me deu esse certeza:
- navegar nos wikis e portfolios alheios requer tempo e disposição, mas pode repercutir positivamente no meu trabalho como professora de educação infantil, na educação dos meus filhos e nas minhas produções acadêmicas, sem que estas últimas se configurem como "cola".


domingo, 12 de abril de 2009

MOSAICO ÉTNICO-RACIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

À primeira vista, a proposta de trabalho do segundo enfoque da interdisciplina pareceu-me um desafio enorme, pois o trabalho com crianças de 3 anos requer planejamento e execução de atividades diferenciados, devido aos interesses próprios da idade e tempo de concentração reduzido.

Assim, depois de observar a turma que assumi em 16 de março de 2009, ao retornar da licença-maternidade, passei a refletir sobre a proposta de sensibilizar os alunos acerca das diferenças que compõem os grupos familiares e os grupos de convivência.

A composição étnico-racial da turma não é tão variada - a maioria descende de imigrantes alemães - , mas a análise da diversidade cultural existente certamente oportunizará a construção de conceitos que ajudarão na superação dos pré-conceitos que produzem a discriminação.

A partir da narração de uma história com o tema DIVERSIDADE ÉTNICA E CULTURAL, pretendo elaborar o mosaico étnico-racial em conjunto com meus alunos, utilizando diferentes recursos visuais, como desenhos, pinturas, colagens, fotografias...

Acredito que será um belo trabalho e, em, breve, relatarei os resultados obtidos.

segunda-feira, 30 de março de 2009

RESUMO DE 250 PALAVRAS ?!?!?!


Na primeira aula do semestre, aos 18 dias do mês de março do corrente ano, a coordenadora Marie Jane ressaltou a importância de escrevermos com correção e de nos posicionarmos com argumentos claros frente aos assuntos sobre os quais discorremos.

...

EU... E OS OUTROS


O que uma foto de família antiga tem a ver com "EPNEE"?
Ou com "QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO"?

Percebo que o "diferente" na aparência, na maneira de agir ou de falar (quase) sempre é alvo de julgamento, e posterior aceitação ou rejeição, seja no ambiente familiar, escolar ou nos outros grupos sociais.

Todos nós, nosso corpo e nossa mente, somos fruto da herança genética e cultural dos nossos ancestrais. Dificilmente podemos fugir disso... Devemos, sim, aprender a admirar as implicações positivas dessa ancestralidade em toda a sua amplitude!

E isso é uma aprendizagem que deveria começar cedo, no seio familiar e na escola de educação infantil! Nesse sentido, lembro do relato da mãe (branca) de um menino (mulato), que lhe contou que seu colega (de 4 anos) o chamara de "negrinho" numa discussão. Eu, como professora, não ouvi, na época, a discussão, mas passei a ficar mais atenta durante os momentos de brincadeira livre para, se necessário, intervir em tal discriminação.

A revista Nova Escola aborda o assunto numa edição de 2007, ressaltando que o respeito às diferenças é uma lição que deve ser ensinada desde os primeiros anos de escolaridade.

Vale a pena conferir:

Não ao preconceito

sábado, 29 de novembro de 2008

FASES DA VIDA ADULTA... teoria e prática!

Em dois momentos deste semestre, discutimos sobre vários aspectos da vida adulta: psicológico, biológico, intelectual, relacional, familiar, amoroso, profissional e financeiro. Tivemos a oportunidade de refletir sobre sentimentos e atitudes e, o que é mais importante, houve espaço para falar sobre isso!

O objetivo?

Tentar fazer uma relação entre a teoria e o que ocorre em termos de comportamentos do adulto.

Na aula 3 - Discutindo as fases do adulto; tentamos relacionar as fases descritas por Erikson e os comportamentos - nossos próprios e de outros - observados para a construção do quadro da aula 2.

Na aula 5 - Transformações na vida adulta; avançamos na discussão com o questionamento O que eu ganho sendo adulta (o)?

O texto Transformações na convivência segundo Maturana foi indicado como sugestão de leitura.

Em ambos os fóruns, algumas constatações se repetiram nas palavras de vários participantes:

- cada fase da vida apresenta novos desafios, novas aprendizagens, que implicam em novas construções;
- como adultos, precisamos encontrar o equilíbrio entre o desejo e a necessidade, e isso nem sempre é fácil;
- o desenvolvimento biológico nem sempre caminha junto com o desenvolvimento intelectual e afetivo;
- é muito difícil ser adulto;
- é muito bom ser adulto!


AVALIAÇÃO... classificatória ou formativa!?

O segundo módulo da interdisciplina me fez pensar, mais uma vez, sobre a avaliação escolar, considerada por muitos – educadores, pais e alunos - um verdadeiro “bicho-de-sete-cabeças”.

O texto base Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem destaca que a concepção de avaliação também deve ser debatida, discutida e estabelecida na construção do PPP pela comunidade escolar - Pais, Professores, Alunos e Funcionários. Além disso, aponta o currículo e a avaliação da aprendizagem escolar como faces indissociáveis de uma mesma moeda, que ocorrem simultaneamente.

AVALIAÇÃO CLASSIFICATÓRIA: caracteriza-se pela aplicação de instrumentos como questionários, provas, trabalhos escritos em geral, em períodos regulares (final de cada mês, bimestre ou semestre) com o objetivo de verificar a quantidade de informações que os alunos assimilaram naquele período, classificando-os em escalas de notas ou de conceitos tratados como se fossem notas. É uma concepção intensamente questionada, mas ainda utilizada por muitos professores.

AVALIAÇÃO FORMATIVA: preocupa-se com o processo de aprendizagem dos alunos ao longo do desenvolvimento curricular e ocorre por meio do seu acompanhamento, com o objetivo de reorientá-los a cada dificuldade encontrada. Possibilita uma intervenção imediata no processo de aprendizagem, permitindo que o currículo em desenvolvimento seja reconstruído durante o processo, comprovando sua natureza dinâmica no atendimento das necessidades dos alunos.

MINHA REALIDADE:
Na escola em que atuo, a avaliação considera o processo de aprendizagem ao longo do desenvolvimento curricular. Acontece através de um acompanhamento centrado nos progressos dos alunos e a troca de informações entre os professores, equipe de apoio e familiares é constante – não apenas trimestral. Isso agiliza as intervenções necessárias, que visam o bem-estar dos alunos e seu pleno desenvolvimento físico, afetivo e cognitivo.


Finalmente, cito uma definição que explicita o caráter formativo da avaliação, com a qual concordo plenamente:

A avaliação é uma das atividades que ocorre dentro de um processo pedagógico. Este processo inclui outras ações que implicam na própria formulação dos objetivos da ação educativa, na definição de seus conteúdos e métodos, entre outros. A avaliação, portanto, sendo parte de um processo maior, deve ser usada tanto no sentido de um acompanhamento do desenvolvimento do estudante, como no sentido de uma apreciação final sobre o que este estudante pôde obter em um determinado período, sempre com vistas a planejar ações educativas futuras. (FERNANDES. FREITAS. 2007, p. 47)

Educação: políticas públicas e desigualdade no Brasil



Confesso que foi um tanto difícil relacionar o texto Desigualdades educativas estruturais no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização com a realidade da minha escola e com a realidade da educação gaúcha.

Por quê?

Felizmente, trabalho numa escola e num município, até, em que a realidade (ainda) não é tão angustiante quanto a descrita no texto. Os gestores da rede municipal de ensino, de um modo geral, se esforçam para qualificar cada vez mais a educação em Ivoti. Há investimentos no aperfeiçoamento pessoal e profissional dos professores e funcionários da rede e, além disso, as famílias dos alunos, em sua maioria, auxiliam nas despesas com propostas e materiais diferenciados. Isto, sem dúvida, contribui para uma melhor qualidade do ensino.

A riqueza das atividades pedagógicas oferecidas aos alunos não está vinculada à renda de seus pais e a eficiência do sistema público pode ser comparada à eficiência do privado, pois os recursos disponíveis dentro de cada rede se assemelham bastante.

E devido a essa considerável qualidade do ensino, muitas famílias de classe média mantêm seus filhos nas escolas municipais, estabelecendo, inclusive, uma forte rede de apoio - financeiro, técnico e pedagógico - conferindo às escolas um caráter democrático onde seus atores - alunos, docentes, administradores e pais – mostram-se conscientes da função política da escola e de seu papel na formação do cidadão. E muitos já compreendem que reformas estruturais são infinitamente mais importantes do que realizações materiais visíveis.

Assim, espalhando pequenas sementes - invisíveis - através do meu trabalho com os pequenos, vejo a diferença que faço no ambiente em que atuo e na vida de cada um dos meus alunos. Espero poder ver, também no futuro, os bons frutos provenientes das pequenas “reformas” que ajudo a implementar nas práticas educativas e nas relações entre os membros da comunidade escolar.