Mostrando postagens com marcador ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de novembro de 2008

AVALIAÇÃO... classificatória ou formativa!?

O segundo módulo da interdisciplina me fez pensar, mais uma vez, sobre a avaliação escolar, considerada por muitos – educadores, pais e alunos - um verdadeiro “bicho-de-sete-cabeças”.

O texto base Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem destaca que a concepção de avaliação também deve ser debatida, discutida e estabelecida na construção do PPP pela comunidade escolar - Pais, Professores, Alunos e Funcionários. Além disso, aponta o currículo e a avaliação da aprendizagem escolar como faces indissociáveis de uma mesma moeda, que ocorrem simultaneamente.

AVALIAÇÃO CLASSIFICATÓRIA: caracteriza-se pela aplicação de instrumentos como questionários, provas, trabalhos escritos em geral, em períodos regulares (final de cada mês, bimestre ou semestre) com o objetivo de verificar a quantidade de informações que os alunos assimilaram naquele período, classificando-os em escalas de notas ou de conceitos tratados como se fossem notas. É uma concepção intensamente questionada, mas ainda utilizada por muitos professores.

AVALIAÇÃO FORMATIVA: preocupa-se com o processo de aprendizagem dos alunos ao longo do desenvolvimento curricular e ocorre por meio do seu acompanhamento, com o objetivo de reorientá-los a cada dificuldade encontrada. Possibilita uma intervenção imediata no processo de aprendizagem, permitindo que o currículo em desenvolvimento seja reconstruído durante o processo, comprovando sua natureza dinâmica no atendimento das necessidades dos alunos.

MINHA REALIDADE:
Na escola em que atuo, a avaliação considera o processo de aprendizagem ao longo do desenvolvimento curricular. Acontece através de um acompanhamento centrado nos progressos dos alunos e a troca de informações entre os professores, equipe de apoio e familiares é constante – não apenas trimestral. Isso agiliza as intervenções necessárias, que visam o bem-estar dos alunos e seu pleno desenvolvimento físico, afetivo e cognitivo.


Finalmente, cito uma definição que explicita o caráter formativo da avaliação, com a qual concordo plenamente:

A avaliação é uma das atividades que ocorre dentro de um processo pedagógico. Este processo inclui outras ações que implicam na própria formulação dos objetivos da ação educativa, na definição de seus conteúdos e métodos, entre outros. A avaliação, portanto, sendo parte de um processo maior, deve ser usada tanto no sentido de um acompanhamento do desenvolvimento do estudante, como no sentido de uma apreciação final sobre o que este estudante pôde obter em um determinado período, sempre com vistas a planejar ações educativas futuras. (FERNANDES. FREITAS. 2007, p. 47)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CONSCIÊNCIA E PARTICIPAÇÃO



No módulo 4 – Elementos Fundamentais da Gestão Democrática – assistimos a um vídeo de entrevistas sobre o tema: http://videogestoademocratica.pbwiki.com/

Muito esclarecedor e, ao mesmo tempo, desafiador, pois nos lembrou que a gestão democrática é um processo lento e gradual. É preciso ter paciência para ver os resultados dessa caminhada conjunta de toda a comunidade escolar.

O fórum de discussão nos desafiou a refletir e escrever sobre a seguinte questão:

“Quais são os elementos (concepções, instrumentos, processos) fundamentais da gestão democrática escolar?”

Mais uma vez, este recurso possibilitou a troca de opiniões e uma melhor compreensão de determinados conceitos através da interação, mesmo à distância, entre o grupo de colegas, professores e tutores.

Destaco minhas participações na discussão, em que apresento os pontos principais da temática, na minha opinião:

“Uma gestão escolar democrática envolve PAIS, PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS e ESTUDANTES em discussões e decisões, implementadas através de vários mecanismos de participação:-eleição de direção democrática, comprometida com os interesses da comunidade escolar;-construção coletiva do projeto político-pedagógico da escola;-criação de órgãos como Conselhos Escolares, Conselho de Classe...;-fortalecimento da participação dos estudantes em grêmios estudantis;-luta pela progressiva autonomia da escola;-instituição de uma nova cultura na escola, incluindo a vivência e construção de novas formas de relacionamento interpessoal.


Um trecho da primeira parte do vídeo me chamou a atenção, em especial: um telespectador de Tocantins (orientador de aprendizagem) relatou que a tentativa de implantação de gestões democráticas em educação esbarra na fragilidade das relações da chamada tríplice aliança (escola, família, sociedade) que tem papel fundamental no sucesso da democracia na gestão escolar. Estas não estariam atuando de forma harmoniosa, mas isoladamente, e impondo a culpa pelo fracasso escolar no processo de ensino-aprendizagem aos demais.Uma das convidadas do programa SALTO PARA O FUTURO, a supervisora de educação da secretaria municipal de Porto Alegre, ressaltou que, para a teoria tornar-se prática, nesse caso, é preciso conciliar opiniões e isso faz parte de um processo demorado, não-linear. Isabel cita ainda que um dos pressupostos da democracia é trabalhar de forma positiva os conflitos, já que não há consensos pré-estabelecidos.

Mais uma vez, posso me orgulhar de trabalhar num ambiente privilegiado, em que as pessoas, pais, professores e alunos, têm voz e vez! Tomara que continue assim...”

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA DO ENSINO??????????

A equipe de professores convida-nos a refletir sobre questões de ordem administrativa, financeira e pedagógica que tornam concreto o exercício da autonomia escolar. Os textos indicados na atividade 1, abordam duas dimensões da gestão democrática da educação:

- a primeira diz respeito ao espaço/tempo em que emergiu o princípio de gestão democrática do ensino público na legislação brasileira e como este processo vem sendo incorporado à organização escolar;

- a segunda refere-se à discussão conceitual dos princípios que regem a gestão democrática da educação, abordando o seu contexto histórico e sociopolítico e os conceitos básicos que a norteiam na atualidade, dando base às políticas de organização da gestão dos sistemas de ensino e, principalmente, à gestão da escola pública.

Leituras propostas:

Texto:
A Gestão Democrática como Modelo Institucionalizado de Administração da Educação

Texto:
O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática

Quadro:
Construção da Gestão Democrática do Ensino Público – contexto histórico

O preenchimento do quadro "Indicadores de Gestão Escolar" (disponível em:
https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/22709/Disciplinas/7012/cristina_gdconceitosproblematizacoes.doc) possibilitou importantes reflexões sobre algumas posturas e/ou situações presentes - ou não -nas nossas escolas.

"A participação política da comunidade escolar e local na gestão da educação deve ser valorizada por todos nós como fruto de um processo de lutas e disputas e exige o compartilhamento das decisões sobre um modelo de educação que permita a emancipação social dos sujeitos tendo como base a democracia participativa.

E isto não é uma tarefa fácil, pois fomos e, por vezes, ainda somos alvo de uma educação autoritária e patrimonialista, tanto no âmbito familiar, quanto no escolar e social, visando a manutenção deste um triste quadro econômico que privilegia a poucos e prejudica a muitos cidadãos brasileiros."