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domingo, 4 de julho de 2010

Preparando a apresentação do Eixo VIII... Estágio Curricular!

Sintetizar as tantas e tão consistentes aprendizagens do estágio curricular de 180 horas em um documento* de duas a três páginas exigiu uma capacidade de síntese que eu não imaginava possuir ainda.
Já a criação da tradicional apresentação dessa síntese de aprendizagens - o workshop de encerramento de semestre - constituiu tarefa menos complexa, embora a explanação através de um powerpoint** não pudesse exceder a dez minutos.
A inclusão de fotos conferiu um ar de encantamento e veracidade aos relatos, a meu ver, talvez por eu ter vivenciado intensamente cada momento descrito, positivo ou não, alegre ou melancólico, tranquilo ou estressante...
Sem dúvida, algumas constatações contribuirão para a definição de um assunto para o Trabalho de Conclusão de Curso, entre elas:
- as características e as intensidades de toques entre os meninos; as meninas; ou entre ambos variavam muito e as atividades proporcionadas para estimular diferentes interações físicas foram recebidas de forma muito variável;
- os apelos televisivos explicitados pelos alunos, especialmente após os finais de semana, apresentam grandes inadequações para a faixa etária e a própria infância, em geral (violência, sensualidade, gírias e palavrões...);
- a presença de diferentes objetos de transferência, alguns muito prejudiciais para a saúde física e emocional das crianças (uso de chupetas ou hábito de chupar o dedo, paninhos, almofadas e/ou cobertores de bebê para o sono...).
Diante dessas temáticas absolutamente instigantes e relevantes para a qualificação das minhas interferências educativas junto à turma do Nível 5 encontro-me realmente dividida, pois, ao mesmo tempo em que tenho de optar por uma delas para efetivar maiores aprendizagens, permanece a vontade e a necessidade de pesquisar sobre as outras duas, de igual importância nesse momento.
** Disponível em: CRISTINA_WORKSHOP_2010_1.ppt

sábado, 31 de maio de 2008

Formas geométricas na Educação Infantil

Na interdisciplina de Matemática, vimos que é possível trabalhar classificação com geometria, através de exercícios bastante instigantes. Assim, fomos desafiadas a usar a criatividade e propor uma atividade bem interessante que abordasse esse assunto. Espero ter uma turma de alunos maiores no ano que vem para utilizar novamente muitas dessas atividades planejadas e pensadas de maneira um tanto "superficial" com meus alunos tão pequenos. Digo isto porque acredito que o objetivo maior agora é brincar. Mesmo assim, penso que vale a pena investir em atividades bem pensadas e dirigidas já na Educação Infantil com o intuito de possibilitar melhor desempenho escolar nos primeiros anos do Ensino Fundamental, quando as exigências com as aprendizagens dos conteúdos é bem maior.

Turma:
Maternal II A (2 anos e 5 meses a 3 anos)

Atividade:
Interação com sólidos geométricos.

Objetivos:
- manipular e pintar os objetos oferecidos;
- descobrir e apontar algumas semelhanças e diferenças entre os sólidos geométricos utilizados;
- separar os objetos pintados em grupos, conforme as características reconhecidas;
- auxiliar na montagem de móbiles para enfeitar a sala de aula.

Desenvolvimento:
A professora oferecerá diversos objetos para serem pintados pelos alunos com tinta apropriada, pincel ou a própria mão, em quantidade suficiente para que cada um possa escolher e pintar dois, três ou quatro, se assim o desejar.
Os objetos que serão utilizados são:
- caixas de papelão, de tamanhos e formatos diversos, viradas pelo avesso e coladas novamente;
- latas vazias sem os rótulos;
- rolinhos de papelão (de papel higiênico, papel-toalha...), coladas nas extremidades para que fiquem fechadas;
- bolinhas de isopor de diferentes tamanhos;
- alguns sólidos montados com papel-cartão, como pirâmides, prisma pentagonal ou hexagonal.

Depois dessa manipulação inicial, esperar que a tinta seque e propor a observação dos objetos, levando os alunos a perceberem a existência ou ausência de pontas, os cantos, a forma cilíndrica... tudo isto com termos adequados ao seu vocabulário, é claro. Durante essa discussão, separar os objetos em grupos, de acordo com as características observadas e verbalizadas e montar, com o auxílio das crianças que ainda estiverem interessadas, um móbile com cada grupo de sólidos.

Observação:
Como as crianças dessa idade, em geral, ainda não conseguem permanecer concentradas por muito tempo nas atividades dirigidas, pode ser mais produtivo desenvolver apenas um dos momentos da atividade a cada dia e oferecer outras alternativas de entretenimento para aqueles que não demonstram interesse pela proposta apresentada.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Brincando de mercadinho... aprendendo um pouco sobre o sistema monetário!

Organizei os meus alunos de Maternal II A (2 anos e 4 meses a 2 anos e 10 meses) na rodinha sobre o colchonete e iniciei um diálogo muito simples sobre compras:

- Quem já foi no mercado?
- Com quem foi?
- O que tem lá?
- O que compraram?
- O que a mãe (ou pai) usou para pagar as compras... o que deu para a “tia” do mercado?

Depois de esgotada essa discussão inicial, apresentei as notas de dinheiro de brinquedo e expliquei que esse dinheirinho é de brincadeira, “de continha”, mas parecido com aquele que as pessoas usam para pagar as compras nas lojas, supermercados, farmácia, etc.
Propus, então, que brincássemos de mercado e organizamos na sala algumas mesas e cadeiras com potes, caixinhas, frascos e embalagens vazias de produtos presentes no nosso dia-a-dia. Também utilizamos cestinhas, bolsas, carteiras, chapéus, sapatos e roupas diferentes... para incutir maior realismo e, ao mesmo tempo, fantasia à nossa brincadeira.
É claro que surgiram pequenas disputas pelos papéis e produtos considerados mais interessantes – o caixa, o empacotador, o cereal, o condicionador “grande”, mas esses conflitos são naturais e contribuem para a assimilação de valores, posturas e certamente fortalecem os laços afetivos entre o grupo.
Minha interferência também se fazia necessária quando alguém monopolizava o capital disponível. Ouvindo os argumentos usuais, o “ganancioso” acabava dividindo o dinheirinho com os amigos.
Enquanto brincavam livremente de comprar, vender e transportar suas compras, pude observar a reprodução de gestos, falas e costumes dos adultos, o que ocorre também em outras simulações de situações do cotidiano. Procuro utilizar essas observações para nortear o meu planejamento, propondo novas intervenções e avaliando tanto o desenvolvimento dos alunos como a minha própria prática educativa.
Numa futura reedição da atividade, pretendo usar outros produtos de compra e venda – roupas, materiais escolares, brinquedos – e confeccionar moedas com material seguro para a faixa etária.