domingo, 4 de julho de 2010
Preparando a apresentação do Eixo VIII... Estágio Curricular!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Leitura de Mundo
Montagem de painéis com fotos, enviadas pelos pais, onde apareçam a criança e sua família, a criança e seu animal de estimação, a criança com um brinquedo, a criança numa situação engraçada ou alegre, a criança chorando... Como meus alunos são pequenos (1 ano e 5 meses a 1 ano e 10 meses), procuro abordar a leitura de mundo, partindo de sua casa, sua família, seus brinquedos, enfim, de seu pequeno mundo, que vai se ampliando aos poucos. Nesse sentido, relaciono as histórias contadas e as imagens apresentadas com o cotidiano do aluno. Uma das preferidas é a dos Três Porquinhos, por causa do Lobo, é claro, mas também por causa das casinhas. Abri, virei do avesso e colei novamente caixinhas de vários tamanhos, recortando portas, janelas, colando telhado e chão. Desta vez, os alunos experimentaram a pintura com o pincel para colorir as casinhas, pois geralmente oferecemos tinta para pintarem com as mãos mesmo. Fiquei intrigada com um aluno que demonstra não gostar de manusear materiais molhados, pois nem com o pincel ele quis trabalhar.
Encerro com uma citação de John Berger, crítico de arte, romancista, pintor e escritor inglês:
“A maneira como vemos as coisas é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos. (...) Só vemos aquilo que olhamos. Olhar é um ato de escolha. Como resultado dessa escolha, aquilo que vemos é trazido para o âmbito do nosso alcance - ainda que não necessariamente ao alcance da mão.”
domingo, 9 de dezembro de 2007
Oba...meleca!!!

Muitas vezes, as crianças pequenas deixam de manipular determinados materiais porque isto implica em preparativos trabalhosos, estresse, sujeira... Confesso que também não proporciono aos meus alunos estes momentos importantes com a devida freqüência. Após os estudos das temáticas propostas na interdisciplina de Artes Visuais, relembrei que o contato com substâncias pastosas, molhadas, frias, mornas, grudentas... auxilia as crianças na aquisição tranqüila do controle esfincteriano, além de proporcionar momentos de socialização e criatividade. Após a visita à 6ª Bienal do Mercosul, passei a conversar mais com os alunos sobre a beleza de suas produções, dos outros trabalhos expostos na escola e das imagens à nossa volta. Acredito que, assim, eles aprendem, desde cedo, a valorizar e respeitar a intencionalidade do fazer artístico do outro, além de enxergar a beleza e a poesia dos estímulos visuais existentes no nosso dia-a-dia.