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sábado, 19 de junho de 2010

LUGAR COMUM OU ASSUNTO IMPORTANTE?



Ao constatar a necessidade de realizar uma décima semana de estágio, recuperando 12 horas/aula referentes a dois feriados e uma formação continuada, elaborei o planejamento destas três manhãs de atividades contemplando uma temática em destaque na mídia televisiva, à qual meus alunos tem acesso facilitado. Assim, O BRASIL NA COPA, título dado à unidade de estudo, abordou algumas questões relacionadas ao mundo do futebol, aos símbolos nacionais e ao amor pela pátria, independente de seu desempenho nesta competição.

Confesso que fiquei dividida entre duas posturas, ou dois pensamentos:

- por que enaltecer ainda mais algo que já está recebendo demasiada importância pela maior parte das pessoas, em detrimento de outras demandas urgentes?

- já que o assunto está presente em praticamente todos os lares e as crianças trazem questionamentos e opiniões a seu respeito, por que não viabilizar uma compreensão maior do mesmo, sob outro ângulo?
Sendo assim, segui minha intuição - esta também baseada em minha formação - e optei por oportunizar diversas vivências escolares com o objetivo de despertar o amor e o respeito pela pátria, através de conhecimentos sobre a Bandeira Nacional, a entoação do Hino e o acompanhamento dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo 2010 na África do Sul.
Analisando minha trajetória pessoal e profissional, percebo que, em muitos momentos, mantive uma certa distância desses clichês, por considerá-los - imaginem! - deselegantes, pouco atrativos e até piegas. Ultimamente, porém, assumo um lugar na sociedade que não permite esse distanciamento das coisas do povo... Será influência de Paulo Freire, estudioso tantas vezes reverenciado em várias interdisciplinas do curso de graduação em Pedagogia?
Talvez e provavelmente sim, porque também penso que sou - e serei sempre - um indivíduo inacabado, uma educadora em formação, um ser humano em evolução. Por isso mesmo, a busca do aperfeiçoamento profissional, vinculado à realização pessoal, faz-se necessária
e urgente, tamanho o comprometimento que assumo frente às múltiplas tarefas de professora, mãe, amiga, esposa, filha... Dificuldades há, e muitas, enfrentadas diariamente com força e determinação que eu desconhecia em mim, mas com a certeza de estar no caminho certo, contribuindo positivamente para as mudanças tão necessárias em nossa sociedade. Singelamente, estas mudanças passam por meus alunos, familiares e tantos outros sujeitos que cruzam o meu caminho, deixando algo de si e levando também algo de mim...
"Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Está é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado. Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997), educador brasileiro.
Referência:
PENSADOR.INFO. Frases de Paulo Freire. Disponível em:

sábado, 31 de maio de 2008

Tecendo redes de aprendizagem...

O fórum Tecendo redes de aprendizagens no Planejamento de Estudos Sociais, propôs a criação de um espaço de tecitura de saberes/fazeres docentes, que auxiliasse na discussão e na elaboração de um planejamento em Estudos Sociais, trocando experiências, compartilhando e concretizando situações educativas que integrem a escola, a comunidade e a cidade em que vivemos e educamos... A discussão inicial:

Quais redes de aprendizagem em Estudos Sociais vocês, educadores, visualizam no cotidiano de sala de aula?

Sempre fico muito "mexida" com os questionamentos da professora Simone, que acabam revelando nossas fraquezas como cidadãos e também como educadores. Quando ela cita uma leitura da Pedagogia presencial (Casa Grande & Senzala, do Gilberto Freyre) para compreendermos grandes choques culturais, especialmente com as culturas indígena e africana, fico apreensiva com as lacunas da minha formação inicial e com a escassez de tempo para investir no aperfeiçoamento dessa formação.
Pensando nisso, estou decidida a me licenciar em um dos concursos de 27 horas semanais, a partir de março ou abril de 2009; reorganizando com sacrifício o já complicado orçamento familiar para poder investir em qualidade de vida com maior realização pessoal e profissional!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Brincando com o corpo e construindo noções de espaço na Educação Infantil

As crianças do Maternal II A da Escola Municipal de Educação Infantil Bem Querer, em Ivoti, estão sempre dispostas a participar das atividades propostas pelos professores... talvez por terem ingressado muito cedo na escola, a maioria aos 4, 5 ou 6 meses de vida. Agora, aos 2, 3 anos, qualquer brincadeira nova é motivo de festa para eles!
Hoje desenhei 18 círculos com giz de quadro no parquê da sala - 16 para os alunos e 2 para as profes - e ocupamos, cada um, um dos círculos. Então, fui orientando:
- Vamos girar dentro do círculo;
- Agora abaixar;
- Levantar;
- Todos pulando para fora do círculo;
- Pular para dentro;
- Deitar e "dormir";
- Acordar e trocar de círculo, procurar outro lá longe;
- E, por último, dar um abraço no amigo que está pertinho! (É claro que todos deram e receberam mais abraços do que o previsto pela atividade...)

Através desses comandos simples, nos divertimos muito e, é claro, os pequenos estabeleceram importantes relações espaciais como dentro-fora, perto-longe, além de experimentar as possibilidades de movimento do próprio corpo e construir conhecimentos acerca do espaço físico utilizado e seus limites.