quinta-feira, 17 de abril de 2008

APRESENTAÇÃO DO PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS

Planejar... criar... rever inúmeras vezes... compartilhar com colegas...
A apresentação de slides para apresentar as aprendizagens mais significativas do semestre ocupou vários dias do início de janeiro, em plena época de férias, praia, calor, descanso... Apesar disso, foi uma etapa importante do curso - um marco - por ser a nossa primeira experiência do gênero.
A escolha e a inserção de fotos e gifs, a seleção do texto e do tamanho ideal de fonte para a melhor visualização das informações e todos os detalhes do trabalho oportunizaram aprendizagens importantes no uso dessas ferramentas.
Depois de assistir a algumas apresentações muito boas das colegas, surge a dúvida: será que me preparei o suficiente? Afinal, nem ensaiei... E agora?!
Finalmente, acredito que consegui transmitir minhas idéias com certa clareza, apesar do nervosismo e, na próxima vez, tudo será mais tranqüilo.

domingo, 13 de abril de 2008

Refletindo sobre a Linha do Tempo

Apesar da demora em começar esta atividade, que eu sabia ser trabalhosa, foram muitas as aprendizagens proporcionadas, desde os fatos da História da Informática Educativa no Brasil até as habilidades no uso do site para fazer a linha do tempo.
A leitura dos trabalhos das colegas trouxe momentos de nostalgia e identificação: todas nós tivemos nossas alegrias e desventuras na infância e adolescência. Que saudade daquela época!!!!
Enquanto algumas colegas citaram acontecimentos políticos, estabeleceram relações da Informática Educativa na sua vida e foram mais sucintas, eu me preocupei em citar quase todas as informações do texto-referência e incluir muitas imagens.
É assim mesmo, aprendemos muito com a interação, pesquisando, comparando, refletindo, enfim, se eu elaborasse uma nova linha do tempo agora (Deus me livre!), certamente ela seria melhor do que a primeira.

História da Informática Educativa no Brasil

http://www.xtimeline.com/timeline/Hist-243-ria-da-Inform-225-tica-Educativa-no-Brasil-10

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

COMPREENDENDO MELHOR O BRINCAR




A leitura do texto "Sala de aula é lugar de brincar?", proposta pela professora Anelise na interdisciplina de Ludicidade e Educação, modificou o meu olhar sobre as brincadeiras livres e dirigidas dos meus alunos na Educação Infantil. Assim, mais consciente e conhecedora das reais contribuições do brincar na sala de aula, oportunizo momentos mais ricos e diversificados no meu contexto escolar, conforme exemplifiquei na postagem da reflexão sobre o assunto, no webfólio da interdisciplina:

"Com ou sem intencionalidade pedagógica, oportunizando brincadeiras para alcançar objetivos específicos ou pelo simples prazer de brincar, o professor contribui para aprendizagens efetivas e prazerosas, entre elas:

- o estabelecimento de elos entre a realidade interna e externa do sujeito;
- o fornecimento de uma organização para iniciar relações emocionais;
- a expressão aceitável de sentimentos agressivos;
- a ampliação da capacidade de representação;
- a apropriação do mundo de forma ativa e direta;
- a superação dos próprios limites ou oponentes;
- a transferência de interesses, fantasias, ansiedades e sentimentos de culpa.

A constatação de Freud de que “todas as brincadeiras são influenciadas por um desejo que as domina o tempo todo: o desejo de crescer e fazer o que todas as pessoas crescidas fazem” (ed. orig. 1920:28), se confirma nas minhas observações com os pequenos. Este jogo dramático que presencio quando a criança brinca de comidinha, de faz-de-conta, de mamãe/papai cuidando do bebê e outras tantas situações imaginativas, caracterizam esses desejos inconscientes de amadurecimento, de superação da infância e de muitos dos seus conflitos.

Os adultos em geral, pais ou professores, precisam (re)aprender a brincar com seus filhos ou alunos e, no ambiente familiar ou de trabalho, reconciliar-se com a criança que existe dentro de cada um, compreendendo seus desejos e necessidades e viabilizando interações produtivas para ambos.

Encerro minhas reflexões com uma frase do texto que classifico como extremamente bela e fundamental, tanto que passarei a divulgá-la entre amigos, colegas educadores e pais de alunos, até para justificar as situações delicadas pelas quais passamos ao sermos pegos em flagrante nas mais inusitadas situações...

“Não é necessário ‘ser criança’ para usufruir o brincar, pois sua herança – a criatividade – subsiste na vida adulta”."

Relações entre Currículo, Didática, Avaliação e Projeto Político-Pedagógico

Considero excelente a maneira como foram propostos esses conteúdos: uma atividade de sondagem logo no início da interdisciplina e, para finalizar, uma reflexão-síntese baseada em textos um pouco complicados, à primeira vista, mas muito eslarecedores. Transcrevo, a seguir, trechos da atividade final:
"Após as leituras realizadas, refleti sobre diferentes concepções de Currículo e Didática, internalizando melhor a ligação entre ambos e entre a avaliação, como Stenhouse, que atribui ao currículo o papel de propor intenções e modos operacionais, isto é, intenções que levem à prática e que sejam avaliadas. Para viabilizar uma aprendizagem efetiva, não basta o professor ter na sua gaveta uma listagem de “conteúdos mínimos” reaplicados a cada ano com turmas de peculiaridades distintas. Acredito, como o teórico Joel Martins, que o currículo refere-se não só às atividades realizadas pelos alunos e professores, mas também aos produtos apresentados. Através da observação da trajetória escolar do aluno e da reflexão sistemática sobre nossa prática, devemos redefinir, com autonomia e consciência, os conhecidos elementos do didático: para que ensinar, o que ensinar, quem ensina, quem aprende, como se ensina, em que condições se ensina... Assim, tomando o conhecimento como instrumento de ação, tornamo-nos (mais) responsáveis pelo nosso próprio desenvolvimento profissional. Em Ivoti, onde trabalho numa escola de educação infantil, reuniram-se, recentemente, representantes de cada série do ensino fundamental, e de cada área do conhecimento, a fim de reelaborar os Planos de Estudos, depois de ampla discussão com todos os professores da rede. Desse modo, o professor de Geografia, por exemplo, pôde opinar sobre os conteúdos essenciais aos alunos de 0 a 3 anos. Nessa discussão, todos os professores concordaram sobre a importância de auxiliar na formação ética dos alunos, com situações de aprendizagem intencionais: diálogos, reflexões, debates sobre atitudes e valores, o chamado currículo oculto. Touraine (1996), propõe quatro idéias para uma proposta de esquerda:
- a solidariedade (combater os efeitos das desigualdades sociais);
- a liberdade (fazer opções e respeitar a dos outros);
- a diversidade (reconhecer o Outro);
- saber conviver com as diferenças.
É com grande satisfação que vislumbro um pouco da minha prática diária com alunos de 1 ano e meio a 2 anos nos pressupostos acima, através de atividades que proporcionam interação afetuosa, gestos de auxílio ao outros e respeito às necessidades individuais.
Dos conteúdos pré-estabelecidos nos Planos de Estudos, para os alunos de 0 a 3 anos, procuro selecionar aqueles que considero fundamentais, mas que também estão de acordo com os interesses dos meus pequenos e às suas condições de aprendizagem. Como o tempo que permanecem atentos numa atividade dirigida ainda é relativamente curto, priorizo projetos simples incluindo a leitura de mundo, temas transversais, animais, muitas brincadeiras, construção de noções matemáticas (seriação, comparação, classificação...), contos de fadas, cantigas de roda, manifestações culturais da região, estímulo da linguagem oral, entre outros, com grande ênfase no relacionamento afetuoso e respeito ao outro."

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Cantar, dramatizar, sonhar...




Roda, cutia...
A canoa virou...
Ciranda, cirandinha...
São algumas das rodas cantadas que as crianças pequenas apreciam. A proposta de aplicar e documentar, no Inventário Criativo, atividades relacionadas com os temas em estudo foi o estopim para uma brincadeira que os alunos pedem para repetir com freqüência: A Linda Rosa Juvenil. Os textos IMPROVISAÇÃO PARA O TEATRO, de Violça Spolin; FORMAS DE ABORDAGEM DRAMÁTICA NA EDUCAÇÃO, de Ana Fuchs e AULA DE TEATRO É TEATRO, de Cleusa Joceléia Machado, oportunizaram importantes construções e reflexões sobre a relevância dos jogos dramáticos para a formação integral do aluno.


" A professora convida os alunos para brincar de roda, formando um círculo de mãos dadas e destacando os alunos interessados para desempenhar alguns papéis da dramatização, como a princesa, deitada no centro da roda, e o príncipe, próximo a ela. Uma professora auxilia, aparecendo repentina e espalhafatosamente como bruxa e, por fim, o “lindo rei” desperta a “linda rosa” com um beijo carinhoso.
Inicialmente, a proposta atinge apenas algumas crianças, necessita de uma intervenção maior das educadoras e, aparentemente, não é bem sucedida. Depois de várias retomadas, em outros momentos, ampliam-se a atenção, a compreensão e a imaginação dos alunos, transformando a dramatização num rico momento de desenvolvimento físico e intelectual e, é claro, muito divertido!"

“A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal: quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas partes funcionam como um todo orgânico. É o momento de descoberta, de experiência, de expressão criativa. Isto requer um ambiente no qual a experiência se realize, uma pessoa livre para experienciar e uma atividade que faça a espontaneidade acontecer.”
Para meus alunos, o desempenho de diferentes papéis e a criação de situações imaginárias são experiências que aliviam tensões e conflitos, além de desenvolver a linguagem, a expressão corporal, a auto estima, e muitos outros aspectos importantes.


Em 1954, Peter Slade publicou suas pesquisas com crianças. Segundo ele, o jogo que a criança apresenta é o estado embrionário do teatro, da música e da arte, promovendo uma liberação emocional e o autoconhecimento. O jogo dramático se caracteriza pela livre expressão, por um discurso espontâneo cada vez mais desenvolvido na improvisação e interpretação. Em cada faixa etária há um tipo de jogo e quanto mais velha a criança, mais condições ela tem de compreender a linguagem teatral. Para Winifred Ward, o teatro na escola é muito mais que jogo e resultado da livre expressão – deve ser usado com ênfase no fazer teatral. O comum nessas duas abordagens é o uso da improvisação, da criatividade e da livre-expressão.
É este jogo dramático que presenciamos quando a criança brinca de comidinha, de faz-de-conta, e oportunizamos com brincadeiras de roda e outras tantas situações imaginativas.

“Mesmo nas atividades corporais, o aluno deliberadamente compõe um outro espaço e uma outra forma de estar no mundo, assumindo gestos e movimentos que não são do seu cotidiano. Isto pode acontecer em uma dinâmica simples como movimentar-se pela sala, utilizando diferentes partes do corpo e níveis espaciais ou em exercícios mais complexos como em duplas... Porém, não basta a intencionalidade. O evento teatral é o encontro de alguém que assume um papel e comunica algo e outro que aceita e assiste.”
Podemos concluir, então, que aula de teatro não é Teatro - a não ser que existam intencionalidade, personagens, texto e público - mas constitui-se num valioso recurso de ensino-aprendizagem que deve ser contemplado no universo escolar desde cedo.